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Aposentada perde R$ 44 mil após cair em golpe que simulava atendimento do INSS; entenda como funciona


Uma aposentada de 88 anos perdeu R$ 44 mil após cair em um golpe digital que simulava um atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O valor, segundo ela, havia sido economizado ao longo dos anos para as netas.

Segundo reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (5), o primeiro contato ocorreu por telefone, quando o golpista se apresentou como funcionário do INSS. Durante a ligação, ele orientou a vítima a realizar procedimentos no celular semelhantes aos exigidos em serviços oficiais, como a prova de vida, o que fez com que ela não desconfiasse.

“Quando fiz a prova de vida pelo aplicativo, também pediram várias vezes para posicionar o rosto corretamente. Por isso, não estranhei”, disse.

A aposentada só estranhou a ligação quando lembrou do dinheiro guardado na conta. Ainda assim, acabou seguindo as orientações do criminoso. Em um dos momentos, ele pediu que ela digitasse a senha diretamente no aparelho. “Eu não estou pedindo a senha, a senhora mesma vai digitar”, disse o golpista.

Como funciona o golpe

De acordo com especialistas, o caso da idosa faz parte de uma onda crescente de fraudes digitais no país. Em 12 meses, mais de 24 milhões de brasileiros sofreram tentativas de golpe no setor financeiro, com prejuízos que chegam a R$ 29 bilhões.

Um dos mais famosos é o “sequestro de celular”. Nele, criminosos convencem a vítima a instalar aplicativos maliciosos ou a compartilhar a tela do aparelho. Assim, eles têm controle total do dispositivo, ficando livres para acessar aplicativos bancários, contatos, fotos e outros dados pessoais.

Ainda segundo os especialistas, a fraude faz parte da chamada engenharia social, técnica usada para manipular vítimas e induzi-las a fornecer informações sensíveis, criando um senso de urgência ou simulando situações de risco para pressionar a pessoa a agir rapidamente.

A orientação é nunca instalar aplicativos a pedido de terceiros, nem compartilhar a tela do celular ou fornecer senhas. Bancos e órgãos oficiais não solicitam esse tipo de procedimento por telefone ou mensagem.

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