O uso do celular tornou-se indispensável para a rotina diária, concentrando desde redes sociais e documentos até aplicativos de bancos e serviços essenciais. No entanto, o avanço da tecnologia veio acompanhado de um desafio crescente para as forças de segurança: a explosão nos crimes de roubo e furto desses aparelhos em todo o país.
Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelam um cenário preocupante: o Brasil registrou 830.890 celulares roubados ou furtados no último ano. O número expressivo chama a atenção pela frequência com que os crimes acontecem. Na prática, o levantamento aponta uma média impressionante de 95 aparelhos subtraídos a cada hora no território nacional.
Do aparelho ao prejuízo financeiro
Segundo especialistas em segurança, o atrativo dos criminosos mudou de patamar nos últimos anos. Se no passado a intenção principal era apenas a revenda do aparelho físico no mercado clandestino, hoje o foco principal das quadrilhas migrou para o acesso aos dados e aplicativos financeiros.
A invasão de contas bancárias, a realização de PIX fraudulentos e a contratação de empréstimos em nome das vítimas tornaram a subtração de celulares uma das principais portas de entrada para golpes e crimes patrimoniais de grande porte.

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