Quase metade dos trabalhadores brasileiros precisa recorrer a bicos, horas extras ou empréstimos para pagar despesas básicas. Segundo a Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores, da Serasa Experian, 47% dos profissionais usam alguma renda complementar para fechar as contas, enquanto 6% chegam ao fim do mês sem dinheiro e sem alternativa financeira.
O levantamento ouviu 1.008 trabalhadores dos regimes CLT e PJ entre 12 e 30 de junho. Em 2025, o percentual de pessoas que relatavam falta de dinheiro ao fim do mês era de 54%.
Na Bahia, 5,23 milhões de pessoas estão inadimplentes, conforme o Mapa da Inadimplência da Serasa. O estado também registra a terceira maior taxa de informalidade do país, de 52,8%, atrás apenas do Maranhão (58,7%) e do Pará (58,5%), segundo a Pnad Contínua.
A alimentação é a despesa que mais pesa no orçamento, citada por 78% dos entrevistados, seguida por água, luz e gás, com 72%. Financiamentos comprometem a renda de 44%, enquanto roupas e utilidades representam peso financeiro para 43%.
As dificuldades também afetam o ambiente de trabalho. 51% relatam estresse durante o expediente por causa de problemas financeiros, 46% apontam exaustão e 35% percebem queda de concentração. Outros 33% afirmam ter redução no rendimento profissional.
Entre os trabalhadores que enfrentaram dificuldades financeiras nos últimos cinco anos, 44% relatam insônia e o mesmo percentual aponta irritabilidade na convivência familiar. A pesquisa também identificou queixas de dores físicas, alterações de peso, depressão e isolamento social.

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