Vídeos falsos produzidos por inteligência artificial e conteúdos de baixa qualidade passaram a figurar entre as principais ameaças digitais às eleições e à democracia. O alerta consta no Guia Internet, Democracia e Eleições, divulgado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
Segundo o documento, o cenário mudou significativamente desde 2018. Se antes a desinformação circulava principalmente em redes abertas, como o Facebook, atualmente aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, ganharam maior relevância.
O estudo aponta ainda que os vídeos se tornaram um dos principais formatos de disseminação de conteúdos falsos, muitas vezes acompanhados por textos curtos que buscam dar credibilidade à narrativa.
A preocupação cresce com o avanço das inteligências artificiais generativas e das deepfakes, capazes de produzir conteúdos cada vez mais realistas e difíceis de identificar como falsos.
O guia também alerta que a desinformação pode ampliar a desconfiança na imprensa, no Judiciário e em outras instituições, além de reforçar a tendência de as pessoas consumirem apenas conteúdos que confirmem suas próprias crenças.
A publicação reúne ainda orientações para combater a desinformação e ajudar os cidadãos a identificar e evitar a propagação de conteúdos falsos ou enganosos. (Agência Brasil)

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